Nota

De um surto aleatório e empolgante

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Porque algo impulsionava minha consciência, “pega teu blog e poetiza, Menino!”, numa ordem tão forte que nem resisti.
E escorreram do meu coração as palavras velhas, que, deitadas no carvalho do meu ser, nobre carvalho, tomavam novo sabor. Notas amadeiradas, que lembravam biblioteca e banco de praça belle époque.
Foram descendo, as palavras, ao âmago do Menino, onde se escondiam medo e amor, e ali tomaram forma, nome, e magia.
Cresce palavra minha,
Palavra de vida minha,
De vida e alegria, vinha
Menino vestido de brim.
E teve menino-menina,
Meu ninho, segurança minha,
Carvalho envelhecendo vinho, ia,
Envelhecer o menino também.
De velho, menino vinha,
Brim velho, sorria, sina
De morte que alegria tem.
Palavra, palavra minha,
Não some, nem perde tinta,
Nem vende tua alma pia,
Pra amor de seu ninguém.