No arco da sobrancelha
angula, sobe, desce.
Sabe, após a escada
tem.
Dan, se sorri é meu.
Morumbi não tem graça,
mas tem voz de homem.
-Alguém sabe se passou,
Dan?
Ri alto, quase
afrancesando a cena.
Se ri sou teu, e
tem.
Sabe, foi tanto tempo
sem respirar…
Será que sei?
Após a rua
vou saber, se
tem.
Católicos só sabem amar
quando amam, e
homem é mais que corpo.
Mais que alma.
Mas, depois do papo,
tem.
E teve.
Como se respirar
fosse andar de bicicleta
Nas estrelas – e são três.
Poucos metros.
Menino, quem escondeu
homem em você, me diz?
Mas diz de mansinho, que
depois de dizer
tem.
Será que é tempo?
De intensos, é tempo,
Porque, depois do tempo
sempre tem.
E teve!

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