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Gosto de vir ao mar, porque aqui percebi a vacuidade do homem. Olhando pra esta imensidão me vem à tona os meus problemas, angústias, o choro rompe o hímen do autoconhecimento. Viver é assombroso, não nos garante nada mais que possibilidade, o resto é esforço. A dor de viver assemelha-se a de morrer. Não é propriamente nervosa, ou sensível, mas ontológica e persistente. Choramos amores, pais, trabalho. Nossa vida constantemente é um ciclo de afazeres e conveniências, logo nos deixamos absorver por um sistema de não-vida. O mar mostra o nosso limite. Podemos chegar à praia, mergulhar na margem ou lançarmo-nos ao largo. Mas viver no mar não. A areia é como o limite do corpo, que me mostra que o Jonathan é só ate aqui.

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