large (3)Mar é mar, como vontade é vontade,
Seja de amar, seja de poder.
Vontade é mar, e mar é vontade,
Seja ele de ir, seja ela de ser.

Ele recortou numa moldura clássica aquela paisagem suave nas cores, tímida na luz, profunda, amável.
Depois de amar, amou ter amado, viveu do amor. Da vontade de amar. Quis sambar, quis mergulhar e sambar no fundo do mar. Beijar a mão de Iemanjá, pedir licença, entrar na gira, e girar, girar, girar, girar.
E fecundado do mar, sorriu para o amor, que sorriu consigo, de volta, com afeto. Onda os aproximou, e juntos dançaram a valsa nupcial dos intensos, um samba no mar.
Pra não findar o Olimpo, chegou atrasado em casa, quase nem foi. Dormiu ardido do mar, e ardendo de amor. Agora, marca de sol define mão, braço e abraço, de quem ficou bem grudado naquela imensidão.
O mar traz pro mundo medo. Dele vem novidade, nos portos, acelera o conceito de homem-medida.
O mar traz pra ele graça, pelo mesmo motivo do medo. Convicção de que se a hipermodernidade não chega aos homens, ele, que é mais macho que muito homem, corre água a dentro a buscá-la.

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