Compulsivamente, pra-frente-pra-trás
A ponto de jogar-se para o metro que vinha
Queria suicidar-me aos poucos
Dolorosamente, e em cada parte destroçada na velocidade.
No impacto. Na dor propriamente dita.
Era apenas um impulso, talvez físico até.
De um corpo, que pela velocidade do outro se atraiu,
E no liame da atração um mar de angústias,
Tornava a aproximação metal-corpo uma tragédia feliz.
É que me levei a sério demais,
E pra afogar uma simples tristeza, a breve certeza de me suicidar.
Não me levo mais, ao metrô, à física, a sério.

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